"Celebrar como um todo": Paulo Portas preside comemorações dos 900 anos de Portugal - 24 Notícias

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Paulo Portas tomou posse, esta quarta-feira, como comissário-geral das Comemorações dos 900 anos da Fundação de Portugal, o ex-líder do CDS assume o compromisso de promover uma programação abrangente e participada, que será apresentada até ao final do ano.

Na cerimónia, o antigo vice-primeiro-ministro garantiu que irá ouvir agentes culturais, autarquias, instituições e especialistas antes de definir o programa oficial, defendendo que as celebrações devem onstituir uma "celebração de todos".

"É de Portugal como um todo que estamos a celebrar", afirmou, sublinhando o "sentido imperativamente nacional" das comemorações.

No jornal Público, citado pela agência Lusa, Paulo Portas recordou que Portugal assinalará, em 2028, os 900 anos da sua fundação, tomando como referência a Batalha de São Mamede, travada a 24 de Junho de 1128. O comissário-geral fez, contudo, questão de destacar outros dois momentos determinantes da história nacional: o Tratado de Zamora, assinado em 1143 entre D. Afonso Henriques e Afonso VII de Leão e Castela, e o reconhecimento da independência portuguesa pela Santa Sé, em 1179, através da bula Manifestis Probatum, do Papa Alexandre III.

A cerimónia de tomada de posse foi presidida pela ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, que considerou Paulo Portas "uma personalidade particularmente qualificada para assumir esta missão", destacando o seu percurso enquanto jornalista, jurista, pensador e político.

A governante definiu como prioridade que as comemorações cheguem "às escolas, às instituições de ensino superior, aos museus e aos monumentos", envolvendo também municípios, comunidades locais, investigadores, agentes culturais e a sociedade civil.

"O objetivo é desenvolver um programa plural, participado e distribuído por todo o país, aproximando todos da nossa História e do património que partilhamos", afirmou.

Reconhecendo tratar-se de "uma missão exigente", Margarida Balseiro Lopes sublinhou que este é um projeto de interesse nacional, que contará com o contributo de entidades públicas, autarquias, instituições culturais, comunidade científica e diversos parceiros.

A ministra defendeu ainda que as celebrações não devem traduzir uma visão nostálgica do passado, mas antes permitir conhecê-lo "com rigor", compreendendo a sua complexidade e reconhecendo-o como parte essencial da identidade nacional.

"Conhecer a nossa História é reconhecer o valor das instituições que fomos construindo, da nossa independência, da nossa liberdade, da nossa cultura e da continuidade de um país que, nove séculos depois, permanece uma das mais antigas nações do mundo", afirmou.

Por seu lado, Paulo Portas prometeu "lealdade" à ministra e garantiu que manterá um contacto regular com a tutela durante a preparação das comemorações.

O programa oficial deverá ser entregue ao Governo até ao final do ano. Nessa altura serão também conhecidos os restantes membros do comissariado executivo e do conselho-geral das comemorações, órgão consultivo que será constituído nas próximas semanas.

Quanto ao financiamento, Margarida Balseiro Lopes adiantou apenas que será assegurado pelo Ministério da Cultura, Juventude e Desporto, contando igualmente com verbas provenientes do mecenato, ao abrigo da nova legislação que aguarda promulgação.

À cerimónia assistiram vários membros do Governo, secretários de Estado, a vice-presidente da Assembleia da República, Teresa Morais, os eurodeputados Sebastião Bugalho (PSD) e João Almeida (CDS-PP), os presidentes das câmaras municipais de Lisboa, Carlos Moedas, e de Guimarães, Ricardo Araújo, o cardeal Américo Aguiar, bispo de Setúbal, bem como diversas personalidades dos setores político, académico e cultural.

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