Scaloni recusa teorias de um alegado favorecimento à Argentina: «Já em 1986 se dizia isso»

O selecionador argentino Lionel Scaloni fez, nas últimas horas, a conferência de imprensa de antevisão ao duelo dos quartos-de-final do Mundial'2026 frente à Suíça (domingo, 02h00), onde foi questionado acerca de um alegado favorecimento das equipas de arbitragem à sua seleção durante a prova. Ora, sem papas na língua, o treinador de 48 anos respondeu às perguntas dos jornalistas e frisou que as críticas vêm desde sempre, sublinhando que, com a existência do VAR, é muito difícil que existam esse tipo de situações.

"Não sei se falo por todos os argentinos, mas já em 1986 se dizia isso. E o que dizem agora? Antigamente havia críticas. Mas eu uso sempre a razão. A Argentina é uma das seleções que sempre animaram o torneio [Mundial]. E, de alguma maneira, utilizamos isso para mostrar aos jogadores que as pessoas não querem que a Argentina ganhe. Mas é normal, também há quem não queira que outras seleções ganhem. O que acontece é que, connosco, há muita gente a querer isso porque já conquistámos o último troféu. E claro que temos isso em conta, é algo que chega aos jogadores. Usamos como uma espécie de motivação para que joguem ainda melhor", começou por sublinhar o técnico, que depois utilizou o exemplo daquilo que sucedeu frente ao Egito, nos oitavos-de-final, e que também motivou muito burburinho.

"Com o VAR, é muito difícil ter esse tipo de ajudas. Não há dupla interpretação, é tudo muito claro. Antes do Mundial fiz um curso onde mostraram várias imagens e disseram 'vai ser assim e assim'. E cumpriram tudo até agora. [Na falta que anulou o golo do Egito] Pisaram o pé do Lisandro Martínez. É um pisão leve, mas é falta. Não há outra leitura. As redes sociais hoje em dia aumentam tudo e começam sempre os debates. Mas não há qualquer favorecimento, pelo contrário. Há uns anos talvez fosse possível, hoje é muito difícil".

Relacionadas

A "máquina" Messi

A fechar, Scaloni deixou muitos elogios a Lionel Messi, explicando que, sempre que "sente que pode criar perigo", o astro argentino é... "uma máquina": "Preparou-se extremamente bem e está a dar tudo o que tem. Não me surpreende. É o melhor e será o melhor enquanto tiver vontade", rematou.

Recorde-se que a Argentina defronta a Suíça nos quartos-de-final do Mundial'2026. O vencedor deste duelo irá medir forças com Noruega ou Inglaterra nas 'meias'.