O cabaz alimentar composto por 63 bens essenciais monitorizado pela Deco Proteste caiu 5,17 euros na última semana, a maior descida desde o início do ano, fixando-se nos 251,29 euros, informou esta quarta-feira a associação do consumidor.
Cabaz alimentar sofreu a maior descida do ano DR
"O cabaz alimentar monitorizado pela Deco Proteste, organização de defesa do consumidor, custa esta semana 251,29 euros, o que representa a maior descida desde o início do ano, um decréscimo de 5,17 euros face à semana anterior", referiu a organização em comunicado
A cesta alimentar inclui carne, congelados, frutas e legumes, laticínios, mercearia e peixe.
Entre outros, são considerados produtos como peru, frango, carapau, pescada, cebola, batata, cenoura, banana, maçã, laranja, arroz, esparguete, açúcar, fiambre, leite, queijo e manteiga.
Entre 15 e 22 de julho, os brócolos registaram um aumento de 12%, para 3,40 euros, o café torrado moído subiu 10%, para 4,93 euros, e o pão de forma sem côdea registou um acréscimo de 9%, para 2,55 euros, os produtos com maiores aumentos de preços.
No início do ano, para comprar o mesmo cabaz composto por 63 produtos, os consumidores gastavam menos 9,46 euros (menos 3,91%).
Segundo a Deco Proteste, há um ano, era possível comprar exatamente os mesmos produtos por menos 11,34 euros (menos 4,73%).
Já no início de 2022, era possível gastar menos 63,59 euros (uma diferença de 33,88%).
Em relação ao ano passado, a maior subida de preço verificou-se em produtos como a couve-coração (27% custando atualmente 1,72 euros), o bacalhau graúdo (24% custando atualmente 19,22 euros por quilograma), e a perca do nilo (23% custando atualmente 12,21 euros por quilograma).
Desde 05 de janeiro de 2022, os maiores aumentos percentuais foram os da carne de novilho para cozer (123% para 12,96 euros por quilograma), o bacalhau graúdo (81% para 19,22 euros) e os ovos (76% para 2,01 euros).