Caminhoneiros fazem paralisação no porto por votação da MP do Frete | G1

Caminhoneiros autônomos da Baixada Santista, no litoral de São Paulo, realizam uma paralisação nesta segunda-feira (13) para pressionar o Senado a colocar em votação a Medida Provisória (MP) 1343. Conhecida como MP do Frete, a proposta altera as regras do piso mínimo rodoviário e cria benefícios.

A Autoridade Portuária de Santos (APS) informou, em nota, que o bloqueio foi parcial e durou menos de uma hora, com os manifestantes permitindo a passagem quando solicitada. Segundo a APS, as operações ocorrem normalmente e as vias estão totalmente liberadas.

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) de Santos relatou lentidão na área. Agentes municipais e policiais militares acompanham o ato. A prefeitura afirmou ter sido notificada pelo sindicato sobre a mobilização pacífica e o pedido de apoio para manter a ordem pública.

Caminhoneiros realizam paralisação no Porto de Santos — Foto: Sindicam-Santos

🚚A Tabela do Frete, oficialmente chamada de Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas, é uma norma que estabelece o valor mínimo que deve ser pago pelo serviço de transporte de cargas no Brasil.

🔎 As Medidas Provisórias têm força de lei assim que publicadas, mas precisam ser confirmadas pelo Congresso Nacional em até 120 dias para não perderem a validade. O Legislativo tem a prerrogativa de alterar ou rejeitar o texto proposto pelo Executivo.

Convocação para o protesto

O protesto foi convocado na sexta-feira (10) pelo Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários Autônomos de Bens da Baixada Santista e Vale do Ribeira (Sindicam-Santos).

O presidente da entidade, Luciano Santos de Carvalho, orientou os motoristas a não pegarem cargas desde domingo (12). "Essa MP é de suma importância para todos os caminhoneiros", disse.

Pressão no Senado

O presidente da Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, usou as redes sociais para pedir a paralisação em todo o país. O objetivo é pressionar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

O g1 tentou contato com o Senado, mas não havia obtido retorno até a última atualização desta reportagem.

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