A Câmara de Seia vai organizar, no dia 1 de agosto, um passeio expedicionário à Serra da Estrela que vai evocar “episódios, curiosidades e conhecimentos” da expedição científica realizada, em 1881, pela Sociedade de Geografia de Lisboa.
“Sob o mote Vamos à Lagoa Comprida, a iniciativa convida os participantes a descobrir alguns dos locais cartografados durante a histórica Expedição Científica à Serra da Estrela, organizada, em 1881, pela Sociedade de Geografia de Lisboa”, refere aquele município do distrito da Guarda em comunicado enviado à agência Lusa.
Trata-se de um percurso pedonal de cerca de oito quilómetros, com início às 09h30 e fim na Lagoa Comprida, que terá uma duração aproximada de seis horas.
“A caminhada passará por lugares emblemáticos desta área da Serra da Estrela, como o Lagoacho das Favas, as Charcas, o Covão dos Conchos, a Lagoa Redonda, a Lagoa Seca e o Covão do Forno”, especifica a Câmara de Seia.
A autarquia serrana acrescenta que o percurso será interpretado pelos técnicos do Centro de Interpretação da Serra da Estrela (CISE) e pela historiadora Helena Gonçalves Pinto, autora do livro Uma Viagem ao Cume do Conhecimento – A Expedição Científica à Serra da Estrela em 1881, publicado em 2022 pela autarquia seiense.
Com esta iniciativa, que se realiza todos os anos, pretende-se dar a conhecer “alguns dos resultados da expedição e recordar episódios, curiosidades e momentos marcantes vividos pelos expedicionários há 145 anos”.
Realizada por investigadores e académicos, entre os quais o médico Sousa Martins, a Expedição Científica de 1881 constituiu um marco na história da ciência em Portugal.
O objetivo era estudar o ponto mais alto do continente nas suas vertentes geográfica, meteorológica, antropológica e até médica.
Dirigidos por Brito Capelo, os exploradores passaram semanas na Serra da Estrela sob a égide da Sociedade de Geografia de Lisboa.
“Esta iniciativa pioneira permitiu estudar e documentar, de forma inédita, as múltiplas dimensões da Serra da Estrela, nomeadamente nos domínios da geografia, climatologia, orografia, antropologia, etnografia, arqueologia e medicina”, lembra o município.
O conhecimento produzido durante a expedição deixou “um importante legado científico sobre a Serra da Estrela, que continua a inspirar investigadores, estudiosos e todos os que se interessam por este território singular”, acrescenta.
A participação carece de inscrição prévia através da seguinte plataforma.