De olho num forte crescimento nos próximos cinco anos, o Grupo BYD decidiu reestruturar o seu portfólio de marcas fora da China. A ideia é que a oferta fique mais simples.
De acordo com o órgão chinês The Paper, fora da China o fabricante prepara-se para fundir as operações da Denza e da Fang Cheng Bao e para integrar as gamas Dynasty e Ocean na alçada da BYD (atualmente, apesar de pertencerem à marca, têm redes e gestores separados). Quanto à Yangwang, dedicada a supercarros, permanecerá independente.
Estes planos terão sido revelados recentemente em entrevista pelo diretor-geral para marcas e relações públicas, Li Yunfei. Desta forma, a BYD simplificará o seu leque de produtos, evitando entrar em novos mercados com demasiadas sub-marcas pouco conhecidas. Também há vantagens do ponto de vista da eficiência operacional.
Mas as iniciativas vão mais além. O fabricante dedica-se a automóveis elétricos e eletrificados, que têm como dois dos fatores que dificultam a sua aceitação a autonomia e o tempo de carregamento.
Nesta frente, a BYD já introduziu há alguns meses a segunda geração da Blade Battery, que pode permitir autonomias em torno dos 1.000 km e ser carregada em menos de dez minutos.
E, no aspeto do carregamento, a BYD tem planos para instalar 6.000 estações de carregamento ultrarrápido (Flash Charging) fora da China, 3.000 delas na Europa - segundo a vice-presidente executiva, Stella Li. Esta tecnologia tem potências de carregamento máximas de 1.500 kW.
Para este ano, a BYD tem como meta vender 1,5 milhões de automóveis no estrangeiro, tendo já ultrapassado o milhão de unidades. No longo prazo, a ideia é ultrapassar as vendas globais da Toyota dentro de cinco anos.

Controverso ex-ministro de Viktor Orbán junta-se à BYD
Péter Szijjártó, antigo ministro dos Negócios Estrangeiros húngaro nos governos de Viktor Orbán entre 2014 e 2026, é o novo membro da BYD - que está a ultimar uma fábrica na Hungria.
Notícias ao Minuto | 09:18 - 16/07/2026