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Circuito Internacional de Vila Real
A 55.º edição do Circuito Internacional de Vila Real, que transforma ruas da cidade numa pista de automobilismo, começou na sexta-feira e termina hoje.
"É um balanço extremamente positivo", afirmou o presidente da autarquia, Alexandre Favaios, que falava à agência Lusa a poucas horas de terminar mais uma edição do circuito que traz provas internacionais à cidade, através do TCR World Tour, que substituiu a Taça do Mundo de Carros de Turismo.
A edição 2026 atraiu cerca de 150 pilotos, que participaram em 12 provas de seis categorias em que, para além do TCR, se destacam ainda os Campeonato de Portugal de Velocidade e o Campeonato de Portugal de Clássicos.
De ano para ano, segundo o presidente, vai-se batendo o recorde de participantes, o que exige também um maior esforço na logística e na articulação dos interesses dos participantes.
"Existem aspetos que não se medem apenas em número de pilotos, em número de espetadores e em impacto económico direto, mede-se muito também naquilo que é a projeção e a valorização do território", salientou Alexandre Favaios.
O presidente realçou que o evento ajuda a projetar Vila Real a nível nacional e internacional, o que se traduz também em "mais atração e posicionamento estratégico" da cidade do interior do país.
Questionado sobre a moldura humana que envolveu a pista, Alexandre Favaios disse que, na sexta-feira, esteve um pouco abaixo das expectativas face ao ano anterior, mas que o sábado "foi nitidamente acima".
"Tivemos muito mais gente à volta do circuito, tivemos muito mais gente nas diversas bancadas. (...) Estou convencido de que o número que normalmente apontamos para este fim de semana, que são cerca de 200 mil espetadores, será perfeitamente atingido ou, com o dia de hoje, até ultrapassado", salientou.
A descida das temperaturas, sentida hoje, ajudou também a uma maior concentração de pessoas junto ao traçado de 4,6 quilómetros e 24 curvas.
E estes são, segundo Alexandre Favaios, "4,6 quilómetros de festa", já que os espetadores se vão espalhando pela pista, em bancadas improvisadas em andaimes, em muros, em varandas e jardins e onde até o atrelado de um autocarro serve de bancada e, em todos estes locais, há comida e bebida.
"As pessoas sentem exatamente isso, sentem o circuito como seu, sentem o circuito como uma festa, de alguma forma como a identidade de Vila Real", sublinhou.
Alexandre Favaios realçou que o circuito é desporto, mas é também turismo, animação e economia, com impacto direto nos cafés, restaurantes hotéis e alojamentos turísticos do concelho e dos municípios vizinhos.
"O pretexto são as corridas, mas depois é tudo o que vem atrás, a gastronomia, os vinhos, os concertos", frisou.
No centro da cidade atuaram David Fonseca e os The Gift, bem como os DJ Kiss Kiss Bang Bang e Cura e decorreu ainda a mostra de vinhos e gastronomia Wine & Food Circuit, promovido pelo Regia Douro Park.
"Vale a pena investir no circuito, não apenas pelo impacto direto, mas pela projeção da identidade de Vila Real", afirmou o autarca, que sublinhou que já se está a trabalhar e a discutir as datas da edição 2027, lembrando que são condicionadas pelo calendário do TCR, mas que se procura também ir ao encontro dos interesses da cidade.
O principal objetivo "é consolidar este modelo", em que se conjugam provas internacionais e os campeonatos nacionais.
As corridas automóveis tiveram a sua primeira prova de automobilismo em 1931 e, depois de anos de interregno, foram retomadas em 2014 pela Câmara de Vila Real.