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As pautas completas dos exames nacionais deverão começar a ser afixadas este domingo, depois de o instituto EduQA ter anunciado, em comunicado emitido ao final da noite de sábado, que os resultados estão finalmente prontos para envio às escolas. Em causa estavam cerca de 1400 provas, num total de 290.351, que tinham ficado suspensas com o código "-3" do sistema ENES, por necessitarem de um processo de validação complementar que só ficou concluído ao longo do próprio sábado. O instituto explica que, para não atrasar demasiado a divulgação das notas à generalidade dos alunos, tinha decidido já na sexta-feira à noite avançar com o envio dos resultados disponíveis, mesmo sabendo que ficariam de fora estes casos pendentes, e lamenta agora o tempo de espera imposto às famílias afetadas, sublinhando que agiu assim por compromisso com a qualidade da avaliação externa. O presidente do EduQA, Luís Pereira dos Santos, destacou ainda que este processo representou a concretização da transição digital na avaliação externa em todos os ciclos de ensino, reconhecendo que o sistema enfrentou dificuldades consideráveis ao longo do caminho.
Entretanto, o calendário que se segue mantém-se apertado: as inscrições para a 2ª fase dos exames continuam a decorrer na plataforma PIEPE até segunda-feira, dia 20 de julho, mesmo dia em que arrancam também as candidaturas à 1ª fase do ensino superior, com prazo até 6 de agosto. A 2ª fase dos exames nacionais está marcada para começar já na terça-feira, dia 21, com a prova de Português do 12º ano, terminando a 24 de julho. Os alunos vão ainda receber as suas provas em formato digital através das escolas, o que deverá facilitar a consulta e um eventual pedido de reapreciação.
A associação Missão Escola Pública alertou à SIC para discrepâncias muito significativas entre as notas agora conhecidas e o que os alunos esperavam, defendendo que tudo aponta para provas que não terão sido classificadas com a cotação total correspondente ao trabalho efetivamente realizado pelos alunos, o que tornaria necessária uma revisão alargada. A responsável insiste que não basta olhar para a nota final, sendo essencial que os alunos consultem também a grelha de classificação item a item, documento que, segundo a associação, nem sempre acompanha a prova, apesar de ser fundamental para perceber se toda ela foi devidamente contabilizada. Por isso, a Missão Escola Pública considera que não estão reunidas condições para avançar já na terça-feira com a 2ª fase, defendendo que a prioridade deveria ser minimizar os danos causados aos alunos enquanto persistirem dúvidas sobre as classificações.
Do lado dos diretores escolares, Filinto Lima, presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamento, garantiu que, esta manhã de domingo, todos os alunos vão finalmente conhecer a sua nota, tanto nas pautas afixadas nas escolas como na plataforma Inovar, com as escolas a reabrirem propositadamente para o efeito. Lima rejeitou que a responsabilidade pelos atrasos deva ser atribuída às escolas ou aos diretores, defendendo que estes fizeram um trabalho de excelência, e criticou o ministro por lhes ter apontado culpas, apelando a que se avance o quanto antes para a 2ª fase e manifestando o desejo de que esta situação chegue finalmente ao fim.
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