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São 9 horas .
Edição das 9, com o jornalista Carlos Pedro. O Irão garante ter cumprido a palavra perante os Estados Unidos desde a assinatura do acordo de cessar-fogo, que o presidente norte-americano, Donald Trump, voltou a declarar rescindido após o reinício das hostilidades.
Na rede social X, o ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araqchi, acrescenta que só pode haver respeito se esse for mútuo. O chefe da diplomacia iraniana está em Omã para negociações sobre o tráfico marítimo em Ormuz, diz a agência de notícias Tasnim, já depois de Donald Trump ter afirmado que os Estados Unidos têm mil mísseis prontos e apontados para destruir e dizimar o Irão. A ameaça foi feita na última madrugada, através de um post na Truth Social e surge como uma resposta à alegada tentativa iraniana de assassinato do presidente dos Estados Unidos, isto de acordo com uma informação passada pelos serviços secretos israelitas. Na publicação, Trump avisa que o exército norte-americano está pronto e recebeu ordens para destruir o Irão por completo, caso ocorra, de fato, essa tentativa. Trump acrescenta também que Washington está pronto para bombardear Teerão durante um ano ou mais. Os confrontos recomeçaram na passada terça-feira entre iranianos e norte-americanos. Os ataques, desde então, pelas duas partes, foram os mais intensos desde a assinatura de um protocolo de acordo destinado a pôr um fim definitivo à guerra. Donald Trump voltou a afirmar na sexta-feira que este cessar-fogo estava terminado, embora tenha aceitado continuar a dialogar com Teerão.
E nesse sentido, Donald Trump garante que os Estados Unidos têm mil mísseis prontos e apontados para destruir e dizimar o Irão.
Sim, Trump avisa que o exército norte-americano está pronto e recebeu ordens para destruir o Irão por completo. Entretanto, os norte-americanos estão à espera de um comunicado vindo do Irão a confirmar a reabertura do Estreito de Ormuz.
E, Carlos, vem aí uma nova subida dos preços de combustível já na próxima semana.
O aumento vai fazer-se sentir mesmo com o reforço do desconto no imposto sobre os produtos petrolíferos determinado pelo governo. De acordo com as previsões da ANAREQ, o preço do gasóleo deverá registar uma subida de cerca de €0,7 por litro, já a gasolina deverá sofrer um agravamento de quase €0,3 por litro.
A esse respeito, o Chega vai propor a indexação do preço dos combustíveis às descidas registadas no mercado internacional.
O partido de André Ventura pretende que sempre que o preço do petróleo baixe no mercado internacional, os preços nas bombas nacionais desçam também na mesma proporção. Ventura quer que os consumidores portugueses sintam também o efeito da queda do preço do crude.
Quando o mercado internacional desce os preços do petróleo, os preços do gasóleo e da gasolina devem descer na mesma proporção, para que as pessoas não sintam apenas que só têm aumentos quando o mercado internacional aumenta, mas nunca têm a diminuição proporcional quando há essa diminuição também no mercado internacional de petróleo.
Na sede do partido, ontem em Lisboa, André Ventura criticou também a ida do primeiro-ministro aos jogos de Portugal no Mundial e ao festival NOS Alive, isto com incêndios ativos no país e a crise da água em Almada. A uma semana do debate sobre o Estado da Nação no Parlamento, o presidente do Chega antecipa-se nas considerações.
E o Estado da Nação não é bom. O Estado da Nação é mau, é péssimo, mas também é mau e péssimo o governo que temos, porque não consegue ser pró-ativo nem nas coisas mais básicas que se exige a um governo perante os seus cidadãos. Sempre que vêm problemas, sejam eles de falta d'água, de aumento dos combustíveis ou do custo de vida, o governo inventa uma reforma qualquer que quer fazer para tentar desviar as atenções. Mas nenhuma reforma que invente muda o que as pessoas sentem no bolso delas.
O líder do Chega, André Ventura, em conferência de imprensa ontem na sede do partido.
E passamos agora para a polêmica em torno dos exames nacionais. Falta uma semana para os resultados serem divulgados e o número de constrangimentos continua a aumentar. O PS exige agora que o ministro da Educação esclareça se há exames nacionais incompletos que já foram alvo de classificação.
É um pedido que surge na sequência da denúncia do movimento Missão Escola Pública, que avisa que está a ser pedido a professores classificadores que recebam respostas incompletas dos exames para as avaliarem tal como estão, isto caso as folhas em falta não cheguem até o final do processo de correção. Perante esta denúncia, o líder parlamentar do PS, Eurico Brilhante Dias, apela ao ministro Fernando Alexandre que esclareça o caso.
A afirmação, como foi apresentada por esse movimento, é particularmente grave, porque significa que toda a confiança que temos no processo de correção dos exames está, neste momento, a ser colocada em causa. Aquilo que nós esperamos é que o senhor ministro da Educação, ainda mesmo antes de ir ao Parlamento, eu diria nas próximas horas, possa, de forma categórica, desmentir aquilo que está a ser dito ou corrigir, se necessário for, esse procedimento.
O líder do grupo parlamentar do PS, Eurico Brilhante Dias, diz ainda que o ministro da Educação deve, nas próximas horas, garantir às famílias e aos alunos que os testes estão a ser corrigidos de forma integral.
E arranca daqui a uma hora, em Sintra, o 17º Congresso do Livre, que vai marcar a saída de Rui Tavares da liderança do partido.
A reunião magna do partido está a assinalar o início de uma nova fase no Livre. O início dos trabalhos está marcado para às 10h da manhã, no Oquei Clube de Sintra, em Lisboa, onde cerca de 500 congressistas vão eleger os órgãos nacionais para os próximos dois anos. Há três listas candidatas à direção. A lista A, encabeçada por Isabel Mendes Lopes, que tem como número dois Jorge Pinto. Os dois propõem-se a ocupar o cargo de porta-voz em dupla, tal como acontecia antes com Rui Tavares, que surge desta vez em terceiro na lista e propõe-se a ficar na direção com o pelouro da estratégia, comunicação e formação. Há ainda mais duas listas que convergem nas acusações de uma excessiva centralização nas figuras dos porta-vozes e do grupo parlamentar do Livre.
Em Espanha, o incêndio de Los Gallardos, em Almeria, está a evoluir bem, dada a gravidade e a dimensão das chamas. É o que relata o jornal "El País".
A imprensa espanhola diz que continuam no terreno 500 operacionais e oito meios aéreos. 12 pessoas morreram, oito ficaram feridas e há 23 desaparecidos, sendo que não há nenhuma atualização face ao último balanço. O incêndio começou na quinta-feira e já afetou 5 mil hectares e forçou a saída do local afetado de 1400 pessoas. As investigações iniciais apontam para um cabo elétrico caído como a origem do fogo. O presidente do governo regional da Andaluzia decretou já três dias de luto oficial na região.
No Reino Unido, o homem que foi detido ontem sob suspeita do assassinato da ex-portavoz do partido Nigel Farage, foi libertado esta manhã.
O homem de 26 anos, que foi detido ontem, não faz mais parte da investigação. É o que avança a polícia de Devon e Cornwall. Na quinta-feira, a porta-voz para a imigração e a Justiça do partido inglês Reform UK, Ann Whitcombe, foi encontrada morta em casa, aos 78 anos. Apenas ontem arrancaram as investigações devido à suspeita de homicídio. As autoridades britânicas descartam, para já, motivações políticas para o assassinato de Ann Whitcombe.
Ainda na atualidade internacional, mas agora na Venezuela, o governo de Delcy Rodríguez está a ponderar apoiar os portugueses afetados pelos sismos.
O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, explica que a líder venezuelana Delcy Rodríguez lhe comunicou diretamente que o governo venezuelano vai ponderar ajudar as vidas e os negócios portugueses afetados nos sismos.
Tive a oportunidade de falar com a presidente Delcy Rodríguez, foi ela que me convidou. Agradeceu imenso todo o trabalho que estávamos a fazer. Disse que da comunidade portuguesa tinha a melhor das impressões e que, por isso, o próprio governo da Venezuela iria pensar no apoio aos negócios e às vidas que ficaram afetadas. Portanto, nós vamos agora trabalhar nesses processos com as autoridades venezuelanas. Vamos ver a sua evolução. Nos próximos tempos, vamos estar muito atentos a ver o que é possível fazer.
A Venezuela conta também com Portugal e as empresas portuguesas para ajudar na reconstrução do país. A ideia foi transmitida pelo secretário de Estado das Comunidades, Emídio Sousa, em visita à capital venezuelana de Caracas.
Fiquei muito surpreendido pelas autoridades venezuelanas. Eu filei com quatro ministros ou ministras, com dois ou três vice-ministros e com a presidente em exercício. A presidente substituta Delcy Rodríguez. Fui recebido por todos com muita simpatia e notei uma verdadeira vontade de que Portugal e as empresas portuguesas participem no esforço da reconstrução e de desenvolvimento económico futuro. Fiquei muito impressionado, porque em dois dias tive um conjunto de contactos que é quase inédito.
Emídio Sousa, secretário de Estado das Comunidades, no último dia de visita à Venezuela, depois dos dois sismos que afetaram o país, causaram pelo menos 4118 mortos e mais de 16.500 feridos, de acordo com o mais recente balanço oficial. Entre os mortos, há pelo menos 107 portugueses e lusodescendentes e outros 57 estão desaparecidos ou incontactáveis.
E fechamos este "Jornal das Nove" com o Mundial de Futebol, até porque está definida a primeira meia-final da prova. A Espanha venceu ontem a Bélgica por 2 x 1 e agora vai medir forças com a França.
Os espanhóis começaram a vencer com o gol marcado à meia hora de jogo por Fabián Ruiz. Os belgas empataram aos 41 minutos por De Ketelaere e o gol da vitória da Espanha surgiu já nos minutos finais pela autoria de Mikel Merino. A Espanha apura-se assim para as meias-finais. Vai jogar com a França no dia 14 de julho. Este fim de semana jogam-se os outros dois encontros, Noruega e Inglaterra às 10 da noite e Argentina e Suíça às 2 da manhã.
Carlos Pedro, com as notícias. "Jornal das Nove", às 21h30 está de regresso. Até já.
Até já.