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Jornal da Meia Noite com Ricardo Loureiro. E Ricardo, na Venezuela, o número de mortos provocados pelo duplo terremoto já ultrapassa as 4.700 vítimas mortais.
O número de mortos provocados pelo duplo terremoto que atingiu o norte da Venezuela ultrapassa a marca das 4.700 vítimas fatais, de acordo com o balanço oficial mais recente divulgado pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez. Recorde-se que o duplo terremoto teve início a 24 de junho, quando dois fortes sismos consecutivos de magnitude 7,2 e 7,5 abalaram o país em menos de um minuto de intervalo. O epicentro localizou-se próximo a Caracas, mas a destruição concentrou-se no estado costeiro de La Guaira.
No nosso país, Pedro Passos Coelho diz que o Governo tem de romper com a tradição de colocar políticos no lugar de especialistas.
Declarações do ex-primeiro-ministro durante a apresentação do livro "Estratégia Empresarial", dos economistas José Crespo de Carvalho e Leandro Pereira. O ex-primeiro-ministro deixa algumas das visões que tem sobre o país e sobre o atual Governo. Pedro Passos Coelho diz que no ponto de vista da tecnocracia, o Governo tem imitado os anteriores.
Este Governo parece-me que tem, desse ponto de vista, exibido um comportamento muito parecido com os anteriores. Quanto melhores forem os tecnocratas que estão a fazer a máquina do Estado funcionar, melhor. Não têm de ser políticos. Não têm de ser escolhidos por patronagem política, porque é meu amigo, porque tenho confiança nele. Não podemos pôr gente que nem sabe a linguagem dos técnicos a dar ordens a pessoas que percebem que nem sabem do que lhes estão a falar. E, portanto, eu adoraria que o atual Governo rompesse com essa tradição dos últimos anos.
Sem fazer uma referência direta a membros do Governo que tenham vindo de fora da política partidária, Pedro Passos Coelho até deixou elogios ao ministro Fernando Alexandre, apesar de este estar debaixo do foco da oposição.
Não quero intervir nesse plano.
Mas isso é um exemplo, por exemplo, de tecnocrata de educação.
Tenho muita estima pelo professor Fernando Alexandre, que acho que ele é uma pessoa muito competente.
Passos Coelho exaltou ainda a tentativa reformista do Governo de Montenegro.
Este Governo enunciou esse objetivo. E isso é muito importante, porque nós só conseguimos corrigir o que está mal quando reconhecemos o que está mal. E esse primeiro passo, o Governo fez. O resto, vamos dar algum tempo para ver. Eu já tenho feito algumas observações que achava que as coisas deviam dar um pouquinho mais depressa. Porque estou a olhar de fora e, portanto, vejo as coisas, se calhar, com mais impaciência. Mas o diagnóstico está bem feito. Há uma preocupação de reformar o Estado. Vamos ver agora se as várias medidas que vão aparecendo, se alinham para oferecer os resultados que nós precisamos.
Acerca do tema da água em Almada, o ex-primeiro-ministro diz que tem de haver planeamento para evitar problemas como este.
Há o mínimo de planeamento que temos de fazer, senão acontece o que acontece em Almada, não há água. E por que não há água? Não há água porque alguma coisa falhou. Não é por me dizerem, com certeza, que a capitação, o consumo é o dobro da média do país. Isso não aconteceu na semana passada. De repente, Almada não começou a consumir o dobro do que consumia. Há, com certeza, uma história. Por que aquilo se passou? Não há planeamento, não há o mínimo de intervenção estrutural sobre o problema. Portanto, um dia aconteceu.
Declarações de Pedro Passos Coelho durante a apresentação do livro "Estratégia Empresarial", uma apresentação acompanhada pela Rádio Observador.
E a vice-presidente da bancada do PS, Marina Gonçalves, diz que Fernando Alexandre deve avaliar se tem condições para continuar como Ministro da Educação.
A antiga ministra e atual deputada do PS não pede diretamente a demissão de Fernando Alexandre, mas diz que o ministro deve avaliar se tem condições para continuar no cargo, depois do falhanço do processo de classificação dos exames. Na entrevista ao Observador, Marina Gonçalves diz que Fernando Alexandre deve procurar saber se consegue melhorar a gestão da pasta.
Eu não estou a dizer que se deve demitir ou não se deve demitir. Acho que não me cabe a mim sequer aqui dizê-lo. Agora, que essa avaliação deve ser feita por quem falhou redondamente naquele que é um papel central para a vida dos alunos, que foi o ministro da Educação, pois bem, eu acho que ele deve fazer essa avaliação. Mas eu, como acho que nós temos que ser responsáveis pelos nossos atos e devemos ser nós a fazer essa avaliação, aquilo que eu espero, e é o conselho que dou, é que o próprio ministro faça a avaliação se tem condições para se manter e, tendo, como é que gere melhor, um bocadinho melhor do que fez até agora.
Marina Gonçalves, em entrevista ao Observador, em que sobre o futuro do PS, diz que todos os responsáveis políticos estão a prazo nos cargos.
O secretário-geral do PCP diz que Fernando Alexandre não pode fugir ao debate na Assembleia da República.
Paulo Raimundo foi perentório e disse: "Era só o que faltava, o Governo não se fazer representar pelo ministro da Educação no debate sobre os exames nacionais". Paulo Raimundo deu como certa a admissão desta discussão de urgência requerida pelo PCP para a próxima sexta-feira. O líder comunista frisou que caberá à conferência de líderes desta quarta-feira deliberar sobre o debate e reiterou que seria uma desfaçatez que o Governo se fizesse representar por outro governante que não Fernando Alexandre.
O presidente de líderes tem que organizar o debate, mas não tem muito para decidir, porque é um debate potestativo e, portanto, é obrigatório que se faça. É um debate onde é convocado o Governo. Nós não estamos em condições de obrigar O Ministro da Educação a ir a esse debate. Estamos apenas em condições de exigir que o Governo lá esteja. É isso que vai acontecer. O que eu espero é que o Governo não tenha a desfaçatez de indicar outros membros do Governo que não o Ministro da Educação. Era só o que me faltava.
O líder comunista aos jornalistas depois de uma reunião com a Federação Nacional dos Professores sobre a garantia dada por Fernando Alexandre de que os prazos para a correção dos exames serão cumpridos. Paulo Raimundo diz que o ministro não tem credibilidade para falar em cumprimento de datas.
E o Ministério da Educação prolongou o prazo para a classificação dos exames nacionais.
Prolongou por 24 horas, mas garante que as notas vão ser afixadas na mesma sexta-feira, 17 de julho. Os professores tinham até o final do dia para terminar a classificação dos exames nacionais, mas o prazo foi prolongado até esta quarta-feira. Em comunicado, o Ministério da Educação diz ainda que já foram classificadas 98% das provas. Ao Observador e aquilo que o Observador conseguiu apurar, alguns professores que só receberam hoje itens para classificar, foram informados pelas escolas que teriam até o meio do dia desta quarta para entregar as classificações finais.
Governo, patrões e sindicatos voltam amanhã à concertação social, com a ministra a dizer que agora a palavra está do lado dos parceiros sociais.
É a primeira reunião depois do chumbo da reforma laboral. A ministra do Trabalho diz que agora é tempo de devolver a palavra aos parceiros sociais sobre a reforma da Lei do Trabalho, reforma que Maria do Rosário Palma Ramalho considera ser inevitável, quer seja neste ou num outro governo. Questionada durante a tarde de ontem pelos jornalistas, à margem da apresentação de um relatório no Ministério do Trabalho sobre a negociação coletiva, a ministra recusou-se a revelar aquilo que vai acontecer nesta quarta-feira na reunião da concertação social, mas sinalizou a disponibilidade do governo para ouvir todos os parceiros sociais.
No desporto, e a marcar as últimas horas, a vitória da Espanha sobre a França por 2 x 0.
Com gols de Yarzábal e Pedro Porro, a seleção orientada por Lafuente garantiu a primeira vaga para a final do próximo domingo. A imprensa estrangeira dá conta das celebrações um pouco por todo o país pela passagem à final. O segundo finalista sairá do jogo desta quarta-feira entre Argentina e Inglaterra. Início às 20h, hora de Portugal continental.
E a fechar, Ricardo, vamos a outras notícias que marcam a atualidade.
O governo diz que a nova maternidade em Coimbra vai avançar brevemente. Ana Paula Martins, a ministra da Saúde, garante estar otimista em relação ao início do projeto, o qual já sofreu vários atrasos ao longo dos anos. A nova maternidade em Coimbra vai substituir as duas que servem atualmente a cidade. A reentrada política do PS vai acontecer a 16 de agosto no Algarve, confirmou à Luz a fonte oficial do partido, que adiantou ainda que o formato e o local exato no Algarve ainda estão a ser fechados.
É assim que fechamos este jornal da meia-noite. Esteve a edição do Ricardo Loureiro.