Segundo o procurador Kashif Malik, a vítima, de 78 anos, estava a almoçar a 08 de julho, quando o alegado homicida, Joshua Kerry, se dirigiu para a sua casa numa aldeia isolada no sudoeste de Inglaterra. Kerry entrou pela porta da frente e espancou-a com um martelo, tirou-lhe a carteira e saiu dois minutos após o início do ataque.
Um traumatismo craniano foi listado como a causa provisória da morte.
Kerry, de 28 anos, compareceu no Tribunal de Magistrados de Westminster, em Londres, após ter sido formalmente acusado na segunda-feira, após ser detido por suspeita de homicídio e atos de terrorismo.
A polícia está a investigar o motivo do crime, incluindo uma possível ligação política ou terrorista, disseram os procuradores.
Kerry, que na audiência vestia um fato de treino cinzento, falou apenas para confirmar a sua identidade e não se declarou culpado. Foi-lhe decretada prisão preventiva e deverá comparecer no Tribunal Penal Central a 09 de outubro.
Widdecombe, antiga deputada e ministra, era conhecida pelas suas opiniões socialmente conservadoras, contra o aborto e o alargamento dos direitos LGBTQ+.
Foi deputada na Câmara dos Comuns de 1987 a 2010, tendo desempenhado as funções de ministra das Prisões no governo conservador do primeiro-ministro John Major, na década de 1990.
Tornou-se famosa após deixar o Parlamento como participante de reality shows e, mais tarde, aderiu ao Partido do Brexit, chegando a eurodeputada antes da saída do Reino Unido da União Europeia em 2020.
Mais recentemente, aderiu ao Reform UK, um partido anti-imigração, aparecendo frequentemente nos media como porta-voz do partido para a imigração e a justiça.
Nos últimos anos, dois destacados deputados foram assassinados no Reino Unido: a trabalhista Jo Cox, baleada e esfaqueada em 2016 por um extremista de extrema-direita, e o conservador David Amess, esfaqueado em 2021 por um agressor inspirado pelo grupo Estado Islâmico.
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