Santos: Alexandre Mattos explica reunião com jogadores e admite atraso | Ge

– Todo mundo sabe que é uma situação delicada desde quando essa gestão entrou, e o time estava na segunda divisão. O que move hoje é o Santos, o tamanho, a tradição e a credibilidade que o presidente Marcelo (Teixeira) possui no geral. Não tem como fugir disso – disse.

– Quero esclarecer: o que teve domingo foi uma reunião combinada, acertada, que a diretoria tinha dito após o jogo contra o Botafogo. No domingo íamos passar a situação, a dificuldade, é a primeira vez dessa gestão que chegou mais a situação financeira do não-pagamento – acrescentou.

Alexandre Mattos na apresentação ao Santos — Foto: Guilherme Gregui/ Santos FC

Diante dos problemas, o Santos deve evitar o mercado de transferências neste momento. Até porque há um transfer ban na Fifa, por uma dívida de R$ 12 milhões com o Monaco, que impede o clube de registrar novos reforços.

– Não podemos pensar em pagar transfer ban e não arrumar aqui dentro. Prioridade é manter a casa em ordem. Primeira vez em dois anos e meio que alongou um pouquinho a imagem, e vamos priorizar o pagamento aqui dentro – assegurou.

Mattos diz que trabalha para trazer novos recursos a fim de amenizar a questão financeira com o elenco. No plano traçado, os jogadores devem saber até o dia 31, quando receberão um mês do débito no direito de imagem.

– As coisas vão se resolver. A maior dificuldade do Santos são receitas, nós todos, e assumo minha responsabilidade, temos que produzir receita para talvez a mais difícil missão que envolve o Santos – comentou.

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– Não tiro minha responsabilidade. Estou responsável pelos resultados, principalmente os negativos. Presidente faz tudo o que pode e não pode para fazer o Santos estar bem, seja em estrutura, em gestão, em finanças. Nossa obrigação como profissional é tentar ajudá-lo criando receitas – destacou.

O dirigente pede confiança e se apega a negociações recentes, como a saída do lateral Souza para o Tottenham, da Inglaterra, por mais de R$ 90 milhões.

– O futebol é o carro-chefe, e o que interessa ao diretor é contratar, mas o que mais fazemos é acalmar o ambiente, ter jogo de cintura, controlar e mobilizar quem está aqui. Isso diariamente. Vou continuar fazendo isso pelo resto do ano, a gente vê pela frente o que se consegue. Estou confiante que vamos dar resultados – encerrou.