3h. Donald Trump acusa China de influenciar eleições de 2020

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São três horas. As notícias com Miguel Pina Andrade.

Na mensagem à nação desta madrugada, Donald Trump acusa a China de ter influenciado as eleições de 2020. Afirma que vão ser publicados no site da Casa Branca documentos que mostram que a China fabricou votos falsos a favor de Joe Biden e que pagou a jornalistas norte-americanos para escreverem mal sobre Donald Trump. Donald Trump aqui a dizer que os documentos mostram que ao longo de vários anos, a partir do ciclo eleitoral de 2020, a República Popular da China levou a cabo a maior violação de dados eleitorais da história, constituindo o termo ilicita 220 milhões de ficheiros de eleitores norte-americanos, diz que esta perda de dados representa um pesadelo sem precedentes para a segurança eleitoral. O presidente norte-americano garante ainda que todos os envolvidos vão ser perseguidos pelo Departamento de Justiça. Donald Trump finalizou o discurso à nação a dizer que o Congresso norte-americano tem de deixar passar o Save America Act, uma lei que Donald Trump quer ver passada no Congresso e que foi concebida pelos republicanos para evitar fraude nas mesas de voto norte-americanas, ao exigir que os cidadãos apresentem um documento de identificação no registo de votação. Este discurso de Donald Trump acontece numa altura em que os ataques contra o Irão continuam. É já a sexta vaga de ataques norte-americanos, que provocou pelo menos dois mortos e vários feridos. Os ataques pretendem enfraquecer ainda mais as capacidades militares iranianas, é o que explica o Comando Central Norte-Americano. Washington atacou duas pontes no sul do Irão, duas pessoas morreram e quatro ficaram feridas. Na região de Bandar Abbas, no sul do país, um ataque americano contra uma torre de comunicações provocou sete feridos e um apagão na área. Na atualidade nacional, um atrelado de droga que desapareceu das instalações da PJ foi localizado agarrado a um camião da Construbarcelos, empresa de um amigo de Luís Neves, tinha sido apreendido em 2024. Foi esta semana intercetado pela PJ em Barcelos, a 350 km das instalações da Polícia Judiciária, no Seixal. Estava ligado a um camião da Construbarcelos, empresa que celebrou 17 contratos com a PJ no valor superior a dois milhões de euros e que tem obras particulares em curso nos montes alentejanos do ministro Luís Neves, antigo diretor da PJ, à TVI, CNN e ao jornal Nascer do Sol. A fonte ligada à Direção Nacional da Polícia Judiciária confirmou a nova apreensão do atrelado e também a abertura de um inquérito para perceber como é que o veículo foi parar às instalações da Construbarcelos. Ainda não se sabe, no entanto, se a deteção do veículo nas instalações foi formalmente comunicada ao Ministério Público. O Ministro da Educação está confiante de que todas as notas dos exames nacionais vão ser publicadas esta sexta-feira à tarde, nos Passos Perdidos do Parlamento, depois do debate sobre o Estado da Nação, Fernando Alexandre disse que os professores responderam bem aos apelos do ministério.

A minha palavra é pra agradecer à resposta que os professores deram ao meu apelo hoje de manhã. Tivemos uma excelente recetividade. As avaliações estão a decorrer e estamos muito confiantes que amanhã à tarde publicaremos as notas de todas as disciplinas.

O ministro Fernando Alexandre foi questionado pelos jornalistas sobre qual é o plano B, caso as classificações não estejam disponíveis esta sexta-feira. O ministro insiste que as notas vão ser publicadas até à tarde de sexta-feira. O primeiro-ministro recusa que o processo de correção dos exames nacionais seja um caos. Já o PS pede a demissão do Ministro da Educação. O debate do Estado da Nação desta quinta-feira ficou marcado por este tema. O primeiro-ministro disse que 99,5% dos exames já estão corrigidos, mas não quis garantir que as pautas com as notas vão ser publicadas esta sexta-feira, Miguel Vítor Dias.

Foi ao fim de hora e meia que Luís Montenegro quis vincar.

Não há nenhum caos nos exames em Portugal. Não há. Lamento dizer-lhe, há problemas.

O primeiro-ministro deu conta de que 99,5% das provas estão corrigidas, mas que sem os 0,5% em falta, a fixação das pautas fica comprometida. Mas independentemente da defesa inicial de Luís Montenegro, o PS, ao fim de quatro horas de debate, pediu a saída do ministro.

Se respeita a meritocracia, o senhor sabe que esse lugar que ocupa já não devia ser ocupado por si, mas por outra pessoa.

Eurico Brilhante Dias, já no encerramento, mas foi só aí também que o PSD saiu em defesa de Fernando Alexandre.

Senhor Ministro, nós estamos consigo, porque o ministro da Educação de Portugal está ao lado dos professores, está ao lado da mudança que nós queremos fazer neste país.

Alexandre Poço, do PSD, já na reta final, depois de André Ventura ter criticado a falta de liderança de Luís Montenegro.

Eu não sei se foi o amuleto da seleção ou não. É claro que não foi, porque fomos eliminados mal pôs os pés nos Estados Unidos. Que nós queremos um primeiro-ministro não é pra ir a jogos da seleção, é pra trabalhar por Portugal.

O primeiro-ministro procurou passar ao lado do tema e nos 30 minutos de intervenção inicial nunca falou dos problemas com os exames, culpando o aumento da população pelo falhanço dos serviços públicos.

Os números destaparam verdades escondidas dos governos do Partido Socialista. O descontrole migratório foi muito maior do que estava refletido nas estatísticas oficiais.

Luís Montenegro, que foi desafiado pela oposição a pedir desculpa aos professores, mas optou antes por lembrar o investimento do governo no setor.

Não há na nossa história democrática que tenham dado tanta preferência e prioridade ao estatuto dos docentes, dos professores. Mais de 84 mil docentes tiveram condições pra progredir nas carreiras.

O primeiro-ministro a recordar a recuperação do tempo de serviço e a defender o processo de digitalização, que garante que será mais rigoroso e transparente quando estiver em funcionamento integral

Miguel Vítor Bodiez que acompanhou o debate sobre o Estado da Nação no Parlamento, que ficou marcado pela polêmica em torno da correção dos exames. Durante o debate do Estado da Nação, o Chega desafiou o primeiro-ministro a apresentar uma moção de confiança ao Parlamento. O governo respondeu, pede responsabilidade à oposição para levar a legislatura até o fim. Luís Montenegro defendeu os ministros mais criticados, Luís Neves e também Fernando Alexandre, mas tanto o Partido Socialista como o Chega aproveitaram o debate do Estado da Nação para dizerem presente e mostrarem que estão prontos para uma nova ida às urnas. Vasco Maldonado Correia.

Não foi um, não foram dois, foram três os apelos de André Ventura para Luís Montenegro arriscar uma pergunta aos deputados.

E talvez o senhor primeiro-ministro deva mesmo perguntar ao Parlamento se ainda mantém a confiança no seu governo.

Já do PS, bastou uma vez para Eurico Brilhante Dias avisar que o partido não tem medo de eleições.

Cada vez mais portugueses a perceber que só com o PS voltarão a ter um governo que governe para todos, que não abandone os portugueses à sua sorte.

Num debate marcado por polêmicas à volta dos ministros Luís Neves e Fernando Alexandre, Montenegro responde a dar o peito às balas por todo o governo.

Se eu mantenho a confiança política no senhor ministro da Administração Interna? Com certeza, senhor deputado. Plenamente. No senhor ministro da Administração Interna e em todos os ministros e secretários de Estado.

Depois de acusar Ventura e Carneiro de tentarem construir uma narrativa falsa de um governo falhado, o primeiro-ministro pede responsabilidade.

Quando as oposições se conseguem desprender dos seus umbigos políticos, é possível estarmos juntos a bem de Portugal.

À direita, a Iniciativa Liberal lamenta as tricas entre os mesmos de sempre.

Cada um a jogar o seu jogo enquanto o país afunda. O PS preocupado com a próxima sondagem, o Chega a votar conforme os comentários nas redes sociais e o seu governo, o seu partido, preocupado sobretudo em garantir o controle do sistema que herdou.

E à esquerda, o Livre vem pedir um compromisso.

Senhor primeiro-ministro, a bem do país, a bem da estabilidade, desafio a comprometer-se aqui a não fazer nenhuma revisão constitucional durante esta legislatura.

E o PCP deixa um alerta antes que seja tarde demais.

Se insistir com o pacote laboral, está a abrir, está a cavar aquilo que é inevitável, que é a vossa derrota social e política.

Debate do Estado da Nação com o governo debaixo de fogo, que obrigou o ministro Manuel Castro Almeida, já no encerramento, a voltar a responder ao líder do Chega e a sublinhar os apelos do primeiro-ministro.

Somos pela estabilidade e queremos cumprir a legislatura, senhor deputado André Ventura. O governo não será fator de crise ou de instabilidade. Esperemos que as oposições tenham o mesmo sentido de responsabilidade.

O ministro da Economia e da Coesão Territorial já a marcar terreno a vários meses da discussão do Orçamento do Estado.

O jornalista Vasco Maldonado Correia, que esteve a acompanhar o debate do Estado da Nação no Parlamento. Se os portugueses fossem hoje às urnas, o Partido Socialista e a AD ficariam empatados, ambos com 29%, seguidos pelo Chega, com 21. São resultados de uma sondagem da Universidade Católica para a RTP Antena 1 e para o público. Os inquiridos avaliaram também o desempenho do governo eleito em 2025 e, segundo a sondagem, a avaliação negativa subiu para 41%, a percentagem mais elevada desde que Luís Montenegro tomou posse como primeiro-ministro. Tudo contado neste jornal das 3 da manhã. A informação está de regresso às 3h30. Até já.