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Jornal da Uma com Luís Soares. A FENPROF considera patética a decisão do governo de pagar horas extraordinárias aos professores que estão a corrigir os exames nacionais do 12º ano.
Anúncio feito esta manhã pelo porta-voz do PSD, Sebastião Bugalho, que enaltece o esforço que está a ser feito pelos docentes.
Em jeito de reconhecimento do esforço de todos os professores que estão neste momento, numa manhã de sábado, a corrigir as provas dos exames nacionais, foi decidido pelo senhor Ministro da Educação que o governo vai pagar horas extraordinárias a todos os professores que estão a corrigir essas provas, em reconhecimento pelo seu esforço extraordinário, particularmente neste ano. É um esforço, evidentemente, que o PSD reconhece e agradece.
Declaração de Sebastião Bugalho durante uma conferência de imprensa esta manhã na sede do PSD. O porta-voz do partido explica que o formato do pagamento está a ser definido, vai ser anunciado pela Ministra da Educação. Ora, em comunicado emitido há instantes, o ministério adianta apenas que os professores classificadores serão compensados com o pagamento de horas extraordinárias do trabalho realizado durante o fim de semana. Esta decisão foi comunicada hoje de manhã aos agrupamentos de exames do Júri Nacional de Exames. Ora, confrontado com esta decisão do governo, o secretário-geral da FENPROF, José Feliciano Costa, considera que o pagamento de horas não resolve o problema de fundo.
Está aqui em causa o processo escolar dos alunos, o percurso e a entrada no ensino superior. Era isso que eles queriam neste momento, e isso não se resolve com horas extraordinárias. A resolução passa por outras políticas para a educação. E isso, de facto, não acontece ainda. E não é o problema das horas extraordinárias, é o problema de perceber que tem que haver mudanças profundas no sistema educativo e depois vamos começar a tentar resolver o problema. Agora, este anúncio de horas extraordinárias parece-nos uma coisa, sinceramente, até patética.
A reação do secretário-geral da FENPROF ao anúncio feito pelo porta-voz do PSD, Sebastião Bugalho, também há instantes. O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, não quis reagir diretamente a esta medida anunciada, mas criticou a forma como o governo tem gerido este processo.
No dia 17, o governo prometeu apresentar as avaliações dos alunos. Mas no dia 17, há algo que eu posso garantir: é que ficarão muitos assuntos por resolver, nomeadamente a viabilidade das candidaturas de muitos alunos ao ensino superior. Estou convencido que está mesmo colocada uma crise de confiabilidade no modelo de avaliação e na classificação que foi feita por parte deste governo e do falhanço que resulta do governo.
Uma crise de confiança instalada, é a declaração feita por José Luís Carneiro esta manhã em Braga, à entrada para o Congresso Federativo do PS, já depois do porta-voz do PSD, Sebastião Bugalho, ter anunciado o pagamento de horas extraordinárias aos professores que estão a corrigir os exames nacionais do 12º ano.
Nessa conferência de imprensa, Luís, o porta-voz do PSD recusou que exista alguma divergência com o grupo parlamentar a propósito das audições sobre o tema da imigração. Sebastião Bugalho garante que está prevista a audição de ex-governantes do PS.
O Observador noticiou esta semana que o requerimento para as audições, entretanto revelado, não terá nenhum ex-governante do PS nessa qualidade. Confrontado com esta notícia, Sebastião Bugalho garantiu que a prioridade é chamar os responsáveis mais diretos.
O grupo parlamentar optou por chamar primeiro à Assembleia da República os responsáveis políticos administrativos, nomeadamente a ex-SEF e AIMA, o que me parece fazer todo sentido, e só depois os responsáveis políticos governativos. Eu próprio já tinha referido que seria a bancada do PSD, liderada por Hugo Soares, a definir quem, quando e o momento em que essas audições seriam anunciadas. Portanto, não há qualquer contradição, não há qualquer divergência.
Sebastião Bugalho recusa que exista qualquer contradição entre o partido e o grupo parlamentar. A audição de antigos responsáveis governativos sobre o tema da imigração fica para mais tarde.
Sebastião Bugalho, que anunciou ainda que o PSD está disponível para negociar no Parlamento a nova lei do arrendamento urbano.
Uma lei que foi aprovada em Conselho de Ministros esta semana, prevê mais rapidez no processo de despejos e também o fim das rendas antigas. Sebastião Bugalho garante o diálogo com todos os partidos sobre esta legislação.
No desenho e nas reações recentes ao novo regime para o arrendamento urbano, nós não vemos, não encaramos portas fechadas a uma negociação que rume a bom porto. Esta não é uma conferência de imprensa para dizer que o PSD tinha razão, mas é uma conferência de imprensa para demonstrar que é possível governar com diálogo, não dependendo de nenhum parceiro único, que não tomamos nenhum voto de ninguém por garantido.
A disponibilidade do PSD para negociar no Parlamento a nova lei do arrendamento urbano. Sebastião Bugalho recusa que o país esteja condenado à instabilidade política. O porta-voz do PSD diz também que está tranquilo com as explicações de Luís Neves em relação às obras numa casa em Odemira, realizadas com recurso ao mesmo empreiteiro que realizou obras em edifícios da Polícia Judiciária.
O Congresso do Livre acontece este fim de semana. O partido garante que não vai dar aval às novas medidas do governo para a habitação.
Foi no discurso da apresentação da lista candidata à direção do partido, de uma das listas candidatas. Jorge Pinto criticou as medidas anunciadas pelo governo. A acompanhar os trabalhos do Congresso do Livre, em Sintra, está o repórter Ricardo Lopes. Ricardo, ficou também essa mensagem de confiança de que o partido irá chegar ao poder.
Promessa feita por Isabel Mendes Lopes, líder parlamentar que lidera a lista A, lista que foi a primeira a subir ao palco para a apresentação das listas que concorrem ao grupo de contacto, órgão executivo do Livre. A lista A é a lista favorita a vencer Esta eleição tem as figuras com maior histórico no partido. Esta lista que é encabeçada pela co-porta-voz do partido, Isabel Mendes Lopes. No discurso de apresentação, a deputada defendeu que o partido tem que apresentar propostas concretas para combater as medidas do executivo da AD, mas sublinha que o Livre não quer ficar pela oposição. Lembra que o Livre é hoje o maior partido à esquerda do PS e quer continuar a crescer. Isabel Mendes Lopes diz que não é inevitável o país ser governado pela direita e diz que o Livre ambiciona chegar ao poder executivo e ter realmente o poder de mudar as coisas.
Nós ouvimos muitas pessoas a clamar por uma refundação da esquerda, para a esquerda pensar no que tem de fazer para conseguir singrar. Ora bem, está aqui a refundação da esquerda. Da esquerda que quer crescer e quer crescer mais para ter o poder de mudar as coisas. Da esquerda que não tem medo de dizer que quer ser governo. Quer ser governo nas freguesias, nas câmaras municipais, nas regiões autónomas e no governo da República. Porque é no poder executivo que nós mudamos mais diretamente a vida das pessoas e o rumo do país.
Isabel Mendes Lopes, a acompanhar no palco com os restantes membros desta lista, um deles é Jorge Pinto. O deputado é o número dois da lista A e pretende substituir Rui Tavares na dupla de porta-vozes. Jorge Pinto critica o governo por, mesmo sendo minoritário, agir como se tivesse maioria absoluta. Falou também do novo regime de arrendamento urbano, um dos temas da atualidade, também já ouvimos neste jornal. Jorge Pinto considera que sempre que o executivo tenta fazer uma reforma, piora o setor e as medidas aprovadas para a habitação não são a exceção à regra.
Não é inevitável termos um governo que, quando apresenta medidas para o setor da habitação, se calhar aquele onde mais coragem era preciso tomar decisões, todas e cada uma das medidas apresentadas pioram a qualidade de vida dos portugueses. Pioram a balança entre o poder dos proprietários e o poder dos inquilinos. Isso não é inevitável. E lá estaremos, certamente, na Assembleia da República para dizer que conosco isso não vai passar.
Acusações de Jorge Pinto, número dois da lista A, que se candidata à direção do Livre. Já foram também apresentadas, Luís, as listas S e V, encabeçadas respetivamente pelos dirigentes Rodrigo Brito e Tiago Motta. Rodrigo Brito pediu à lista A que não confunda liderança com concentração de poder, pediu isto à lista encabeçada por Isabel Mendes Lopes. Já Tiago Motta avisou que o Livre só será verdadeiramente grande se não se limitar ao Parlamento. Segue, entretanto, o congresso. Neste momento, Luís, acabou de falar o deputado Paulo Muacho para apresentar a lista que se candidata ao conselho de jurisdição do partido.
Ricardo Lopes aqui em direto, ele que está a acompanhar o Congresso do Livre em Sintra, com essa ideia, essa mensagem de confiança de que o partido irá chegar ao poder.
Agora uma hora e nove minutos, Luís, vamos ainda a outras notícias que estão em destaque a esta hora.
Está a evoluir favoravelmente o combate ao incêndio em Almeria, em Espanha, que já provocou a morte a 12 pessoas. Durante a noite manteve-se o dispositivo de 500 operacionais para combater as chamas. Nesta manhã havia já oito meios aéreos no combate, com o reforço progressivo esperado com o passar do dia. As autoridades adiantam que ao longo das últimas horas foi possível já dominar uma das zonas deste incêndio. Há uma outra frente que ainda gera alguma preocupação. O líder supremo do Irão promete vingança pela morte do pai, Ali Khamenei, que foi morto nos primeiros ataques dos Estados Unidos de Israel contra o Irão. Ali Khamenei foi sepultado ontem, depois de uma cerimónia que juntou milhões de pessoas no Irão, mas também no Iraque. Agora, nas primeiras palavras, depois da sepultura do pai, Octava Khamenei afirma que a vingança é uma exigência que deve ser cumprida. É oficial, Morten Hjulmand é jogador do Atlético de Madrid. A transferência foi oficializada com um vídeo nas redes sociais esta manhã. Hjulmand termina assim uma ligação de três anos ao Sporting. Era o capitão da equipa.